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STJ investiga se João estaria mantendo crimes no Estado

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Portal Correio -


O governador da Paraíba, João Azevêdo (sem partido), é alvo de investigação específica no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por ser suspeito de dar continuidade aos crimes investigados pela Operação Calvário e que teriam sido comandados pelo ex-governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB). O caso corre em segredo de Justiça. Ricardo chegou a ser preso, mas conseguiu sair da prisão por meio de uma liminar.

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-A atualidade dos fatos também é confirmada pelo fato de o grupo criminoso comandado por Ricardo Coutinho continuar agindo no governo de João Azevêdo, que assumiu em 2019, por meio da indicação dos seus agentes para compor a cúpula da nova administração. O envolvimento do novo governador com o grupo criminoso é objeto de investigação específica que tramita no Superior Tribunal de Justiça-.

A informação consta no parecer do Ministério Público Federal (MPF) contrário ao habeas corpus do irmão de Ricardo, Coriolano Coutinho, assinado nesta segunda-feira (13) pela subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques. Depois de ter um habeas corpus negado pelo STJ, Coriolano recorre agora ao Supremo Tribunal Federal (STF). O relator é o ministro Gilmar Mendes.

Coriolano

A Operação Calvário aponta que Coriolano seria integrante do núcleo financeiro operacional da organização criminosa que funcionava no Governo do Estado e desviou cerca de R$ 1 bilhão da Saúde e da Educação.

Conforme a o Ministério Público da Paraíba (MPPB), Coriolano é apontado como um dos principais responsáveis pela coleta de propinas destinadas ao irmão, Ricardo Coutinho, bem como por circular nas estruturas de governo para advogar interesses da organização junto a membros de alto escalão.

João Azevêdo
Em trecho da delação premiada, a ex-secretária de Estado, Livânia Farias, afirma que propinas pagas pela Cruz Vermelha do Brasil ajudaram a custear despesas de João Azevêdo a partir de abril de 2018, período em que ele se afastou da Secretaria de Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente para concorrer às eleições estaduais. Os repasses teriam se estendido até o mês de julho, totalizando cerca de R$ 480 mil. Parentes de João também estariam envolvidos no esquema. Clique aqui e veja mais.

O governador negou todas as acusações. -Jamais recebi recursos de quem quer que seja para fazer uso pessoal. A campanha foi bancada com recursos do partido e eu jamais autorizei que alguém recebesse recursos ilegais para bancar essas despesas. A campanha foi limpa-, disse João.

João disse que passou a ser citado em delações porque saiu do governo ao perceber o que, segundo ele, -não seria correto- na gestão. -Eu dizia claramente quando comecei a tomar medidas com relação ao conjunto de coisas que eu entendi que não fossem corretas dentro do governo que as retaliações iriam acontecer. Tá aí agora, a prova do que eu disse e isso é natural. Você acha que as pessoas que foram afastadas do governo, pessoas citadas com algum tipo de envolvimento, estão satisfeitas com esse processo?-, finalizou.

João deixou o PSB em dezembro de 2019. Na época, o partido disse que foi a -formalização de um ato de traição.

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Disponível 24h

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