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Advogado deixa defesa de Michel Temer

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R7 - O presidente da República, Michel Temer (PMDB, está sem advogado de defesa. É que o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira decidiu renunciar. O motivo da saída de Mariz seria conflito de interesses. Ele vinha atuando não só como advogado, mas também como conselheiro nas horas mais tensas do presidente, especialmente depois do início da ofensiva sem precedentes do procurador com base na delação premiada da JBS.
A decisão de Mariz encontra amparo no artigo 18 do Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil – prevê expressamente que ‘sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes, e não estando acordes os interessados, com a devida prudência e discernimento, optará o advogado por um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardando o sigilo profissional’.

O advogado já defendeu um dos delatores do presidente, o doleiro Lúcio Funaro – suas revelações são peça importante na segunda flechada que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot lançou contra Temer, por organização criminosa e obstrução de Justiça.

A decisão do advogado já havia sido comunicada na sexta-feira (15), durante reunião em São Paulo na casa do presidente. Em reunião na casa do presidente, em São Paulo, Mariz indicou pelo menos três nomes da advocacia que poderão sucedê-lo na defesa.

Mariz já havia alertado o presidente que não poderia ficar na defesa se houvesse uma segunda denúncia de Janot com base inclusive na delação premiada do doleiro Lúcio Funaro.

Na quinta-feira, 14, Janot apresentou ao Supremo sua nova flechada contra o presidente, uma denúncia que preenche 245 páginas. A acusação se baseia, de fato, na delação de Funaro, entre outras.

Mariz advogou para Funaro até o fim de junho de 2016. No dia 1.º de julho do ano passado, o doleiro foi preso na Operação Sépsis, por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Criminal Federal em Brasília.

Sépsis investiga desvios milionários de recursos do Fundo de Investimentos do FGTs (FI-FGTS). O esquema foi capitaneado, segundo a Procuradoria, pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha em parceria com Funaro.

Quando Funaro foi preso, Mariz deixou a defesa porque o doleiro já revelava disposição em fazer delação premiada – expediente que Mariz rejeita.

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Disponível 24h

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